Então...
Revéillon no Havaí... Mega idéia!!! Exceto pelo fato que eu resolvi ir
encontrar um cara do Alasca que eu conheci na Bahia... Mas o estranho não é o
cara ser do Alasca ou eu o ter encontrado na Bahia: o bizarro foi eu querer
encontrar "figurinha repetida". Realmente não entendi minha atitude.
Bueno,
não importa. O que interessa é que decididamente não foi uma boa idéia. Virei "a
namorada" imediatamente - o que definitivamente me assustou muitíssimo - e
a coisa começou a ficar péssima aos 11 minutos do primeiro tempo. Mas eu tinha
que dar um jeito de agüentar... O que eu ia fazer com o cara, atirar no meio do
Pacífico?
Então
fomos jantar com uns amigos dele - ahhhhhh!!! Eu queria colocar os hashis do
Thai em lugares escusos!!! Precisava sair dali. Saímos. Ma ele queria voltar
pro hotel e isso eu realmente não poderia! Então tive uma idéia brilhante:
vamos passear, achar um barzinho em Chinatown! Só que Chinatown em Waikiki não
é Chinatown em Nona Iorque - as 10 de quarta não tem mais nada, tudo morto.
Entramos
num taxi, então, eu achando que ia morrer, quando paramos em um sinal na frente
de um lugar com cara de casa de "mulheres de vida fácil". Ele olha
pra mim e fala: esse é o strip club mais famoso do Hawaii. Eu tiro a carteira
da bolsa mais rápido que "o gatilho mais rápido do oeste", pago o
taxi e arranco ele de lá! Nem preciso dizer que ele adorou a idéia...
Então
entramos, pedimos dois Stoli & Soda e sentamos na pista. 1 minuto depois
aparece uma menina, joga uma almofadinha no chão bem na nossa frente, se
ajoelha e começa a dançar. Linda a menina, Jenny! Cabelão loiro, olhinho cor de
mel, corpo escultural. Aí ela começa a conversar, perguntar, contar coisas da
vida dela - enquanto muito sensualmente tirava a roupa. Eu achei aquilo
engraçadíssimo, devo confessar, até que ela começou a tirar mais roupa...
Quando ela tirou toda a roupa... mmm... a última coisa que tava passando pela
minha cabeça era que aquilo fosse engraçado.
Nesse
momento, o fulano do Alasca parecia ter desaparecido. Eu e ela entramos num
transe completo e ela começou a dançar só pra mim. E vinha e me cheirava e
jogava o cabelo em mim. Cheiro de neném; gosto de uva. Quando eu dei por mim já
tava quase subindo no palco com ela, nós duas completamente envolvidas sem
prestar atenção em mais nada ao redor.
O
número dela acabou. Sinceramente eu não me lembrava mais da existência da
criatura das neves... Simplesmente me levantei e fui ao banheiro. Há! Qual a
minha surpresa? O bar estava fechando e o banheiro tava cheio de "dançarinas"
se trocando pra ir pra casa. Inclusive a Jenny. Nos olhamos e começamos a rir.
Abri a porta de um dos reservados e entrei.
Ela
puxou uma amiga pela mão, Kashi, uma havaiana, e fomos pro reservado de
deficientes. Elas me colocaram sentadinha e fizeram um mega showzinho só pra
mim. As outras meninas ouviram, abriram a porta, apagaram as luzes e começaram
todas a cantar. Mas essa posição passiva não combina muito comigo - fui
obrigada a me levantar e dar o meu showzinho também... tirei pecinha por
pecinha até o final. A essas alturas eu já tava em cima da pia, dançando,
enquanto todas elas batiam palmas lá em baixo. E depois aconteceu a coisa mais
surreal de toda a minha vida de devassa. Fizemos uma orgia feminina no banheiro
de um strip club! Os seguranças tentaram vir nos chamar, mas perceberam que
isso não seria possível e viram-se obrigados a esperar.
Quando
eu saí, o ser do Alasca me esperava na porta com os seguranças. Pegamos um taxi
e voltamos para o hotel, mudos. No dia seguinte, cedinho, eu segui pro
Northshore e deixei qualquer reminiscência de neve em Waikiki. Acho que até
hoje ele não tem senão uma vaga idéia do que aconteceu naquele banheiro. Na
verdade, acho que ninguém tem idéia - com exceção de mim e das meninas. Eu e
Jenny mantemos contato.